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Em encontro exclusivo com o IT Web, executivo revela que meta é fácil desde que haja foco na execução
Oscar Clarke é, antes de tudo, descontraído. Imprimiu sua marca à frente da Intel, companhia que entrou com objetivo de aumentar o market share no Brasil, onde a fabricante de chips amargava apenas 56% de participação no mercado. Deixou a empresa, após presidí-la durante seis anos, como líder no segmento. Agora, na presidência da HP - assumida no fim de abril -, Clarke se impõe a meta de levar a multinacional à liderança de mercado em todos os segmentos nos quais atua. Leia-se, portanto, bater a Positivo no universo de PCs; a Cisco em redes e, ainda, colocar a empresa como referência na oferta de serviços de TIC. "É fácil, tem de ter foco e definir a estratégia", enfatizou em encontro exclusivo com o IT Web.
A seu favor, o executivo nascido em Manaus (AM) conta com o movimento de integração da HP, que visa a melhorar a sinergia entre as três áreas: PSG (Personal Systems Group), liderado por Cláudio Raupp; IPG (Image and Printing Group), comandado por Fernando Lewis; e HP EB (Enterprise Business), cujo líder é o próprio Clarke.
A diretriz se mostra necessária, principalmente, após a sequência de aquisições. Unificar a marca em um logo único para tudo, reforçando o que eles chamam de One HP, ajudará a trabalhar a imagem da multinacional, que, por muitas vezes, não é compreendida pelo mercado comprador. "Independentemente de quem seja o cliente, todos têm de nos ver como um fornecedor que oferta soluções fim a fim", pontuou. Entre os objetivos estão atender às demandas por personalização e em tempo real e montar uma infraestrutura capaz de oferecer tudo como serviço.
De acordo com o executivo, as três áreas - PSG, IPG e HP EB - respondem aproximadamente pela mesma fatia do faturamento, ficando a HP EB um pouco acima das outras.
"Meu papel na Intel tinha se realizado"
Clarke era a cara da Intel no Brasil. Justamente por conta disto, sua mudança para a HP causou frisson no mercado. Por trás da troca, no entanto, existe um desejo do próprio Oscar Clarke de colocar o País como um grande provedor de tecnologia da informação. "A HP tem a capacidade de escrever a história de TIC no Brasil", ressaltou.
Ao explicar as razões que o levaram a aceitar o convite para substituir Mário Anseloni, que foi para a Itautec, ele revela o desejo de que a subsidiária brasileira fosse mais que um escritório de vendas e marketing. "Queria trazer um pouco da inteligência para cá, montando áreas de pesquisa e desenvolvimento, por exemplo. Não era instalar uma fábrica", contou, admitindo que não havia sido bem-sucedido nesta empreitada. Assim, a oferta da HP - um headhunter o procurou quanto estava buscando um sucessor para Anseloni - pareceu-lhe um desafio interessante e que o motivaria.
Fonte: ITWeb - por Roberta Prescott
24/06/2010
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